O pesadelo com mortos-vivos e outras coisas horrorosas
De domingo pra segunda eu tive um pesadelo muito horroroso... e o pior é que foi em partes. Foi tão ruim que eu acordei no meio da noite, e fiquei com medo de voltar a dormir. E, como eu sou MUITO cagona, fiquei rezando uns pai-nossos (tá, podem rir), e peguei no sono de novo, contra a minha vontade. E a porra do pesadelo continuou.
Na primeira parte, eu estava num hospital, que parecia ter sido abandonado há vários anos, e parecia um hospital de guerra. Pelo hospital se via o que tinha sobrado dos pacientes: uns cadáveres, pernas e braços aleatórios, muito sangue e coisas em decomposição. Todas as macas estavam ocupadas. Pior ainda, eu conseguia sentir o cheiro do hospital, era um cheiro de açougue, e cara, como eu ODEIO sonhos com cheiro. Parecia que eu estava num jogo de terror pra playstation, só que dos bons, realmente assustadores.
O sonho era em "primeira pessoa" e a parte mais bizarra é que eu era um homem, vejam bem, EU era um homem grandão chamado "Bob". É sério. E eu estava preso (ou presa, sei lá) à uma cadeira de rodas, e pra foder mais ainda a cadeira de rodas só andava de marcha ré. (Não era uma cadeira chique motorizada, era uma cadeira tosca de rodar com a mão mesmo).
Então eu tentava sair daquele hospital sinistro andando de ré com a cadeira de rodas, batendo nas macas e me sujando com aquelas melecas em decomposição, quando apareceu uma enfermeira MUITO detonada. Ela estava toda ensanguentada, o rosto enfaixado, parecia uma leprosa, sei lá, mas ela vinha calmamente na minha direção, fumando um cigarrinho, e perguntando num tom áspero: "Por que você nos deixou, Bob?" E falando "nós precisávamos de você Bob, e você se foi. Mas ainda é tempo, e você está de volta".
E eu dando ré naquela porra de cadeira, tentando fugir da enfermeira que vinha na maior calma na minha direção... e eu pensava "Caralho, um homem desse tamanho não pode dar um peteleco nessa vadia porque tá preso numa cadeira de rodas!!!" Daí eu me liguei que os "pacientes" do hospital não eram cadáveres, eles estavam vivos, ou mortos-vivos.... e conforme eu esbarrava com a cadeira nas macas, eles esticavam as mãos e tentavam me segurar.
Daí, eu consegui sair pela porta principal do hospital. Quando eu saí, achei que me daria bem, que descolaria ajuda, mas o lugar em volta do hospital era um cenário totalmente desolado, ermo, escuro e parecia que tinha caído uma bomba atômica.
Eu fiquei tão angustiada que acordei... foi muito ruim.
(Amanhã eu conto o resto, que o post tá ficando muito grande)


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